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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pré-Sal-Brás

E vamos nós lá de novo...

Fazia tempo que não me lembrava daquela piada de “inferno brasileiro”.. Um dia faltava balde... Outro, excrementos...

Estamos acostumados com uma eficiência não vista nos tempos de Estatal. E é bom registrar aqui que trabalhei na “Viúva Telebrás”, e conheci um pouco como eram feitas as lingüiças.

A comparação não é tola, se não tivéssemos privatizado, estaria eu ainda esperando meu Trabant.. digo, celular.

Não vejo no mundo, tirando a Noruega, um país que tenha sido abençoado com o petróleo... Obviamente somos um país e uma sociedade mais complexa que a Venezuela, Equador ou Bolívia, para citar os três países próximos, mergulhados em ditaduras, dissimuladas ou não..

Não me esqueço das aulas de História, os ciclos da economia nacional, baseados em extrativismo. Não entendam que acho que corramos o risco de virar um simples exportador de petróleo, que depois do ciclo do gado e da cana teremos o ciclo do petróleo...

Pelo contrário, haverá um grande impulso para a indústria nacional, incluindo aí parcerias internacionais.

Mas parte da maldição do ouro negro já começou.

Estão criando mais um poleiro para afilhados políticos. Mais um cabide de emprego para correligionários. Maço de cenouras a ser abanado para trocas de apoios.

Mais munição para a nossa política, tocada por sanguessugas.

O modelo de Estatal já foi mais que demonstrado que não é eficiente, ao menos pensando do ponto de vista econômico, social e empresarial... Obviamente que do ponto de vista do “negativo-franciscano” o famoso “É dando que se recebe” a eficiência é próxima de um moto-contínuo.

Já temos uma Empresa, a Petrobrás. Já temos de limpar ela dos cabides políticos, dos afilhados nas diretorias... Da canalha que se apropriou de postos em detrimento de elementos técnicos, de carreira, competentes.

Lembrem-se do Severino, dizendo que “eu quero aquela que fura poço”...

Agora ele deve querer aquela que fura sal.

O teatro armado ontem, claramente com fins eleitoreiros, conta com o ovo na cloaca da galinha.

Há muita esperança no ar, e ela que só não serve para sogra, acaba nos cegando.

Quem garante que o petróleo estará aos 100/150 Dólares o barril daqui a 10 ou 15 anos?

Parafraseando o príncipe Árabe, Ahmed Zaki Yamani, “a idade da pedra não terminou por conta da falta de pedras”.

As novas tecnologias, mais limpas e economicamente cada vez mais viáveis estão aí. De carro a ar comprimido (http://www.guynegre.net/) até as células de combustível, carros a hidrogênio, conceitos de matriz energética mista.. Células foto-voltaicas mais leves, mais eficientes e mais baratas. O fato é que cada vez mais formas alternativas de geração de energia, e conseqüentemente de movimento, estão aí.

Cada vez mais baratas e dissociadas de regimes totalitários.

Ok, o Evo está sentado em cima de uma imensa reserva de lítio, mas não creio que seja a única do planeta.

Nunca se deixará de se precisar de petróleo, ele não gera apenas gasolina, mas seu uso vai perder o “carro chefe”... Será que com uma baixa demanda ainda será economicamente viável extrair de “onde o homem jamais esteve”?

Resumindo meus medos: Mais uma Estatal, mastodôntica.. Mais cabide de emprego.. Mais demora nos processos, e um mundo mudando por aí.

Os tempos estão mais curtos. Se a “Pré-Sal-Brás” bobear, quando chegar o petróleo, não teremos o que fazer com ele. E o molho vai sair mais caro que o peixe.

Fico aqui, com meu “Espírito de corvo”, a crocitar..

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