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terça-feira, 1 de maio de 2012

Retratação!


Venho através desta me retratar....
Há cerca de três meses fui convidado para escrever no Blog da minha Amiga Sandra Portugal, oportunidade que sinceramente me envaideceu.... Longo será meu caminho no Dharma.. :-)
Creio que a Naná chegou a pedir para transcrevê-lo aqui, mas a escolha foi deixá-lo lá e citá-lo aqui, pois assim quem ler aqui, poderá se deliciar por lá com as entrevistas, posts e o bom astral da página!
Tá aí... vá lá... E corra pelo Blog todo também!


Não é exatamente uma retratação, mas o exercício "da metamorfose ambulante", a constatação da "Eterna Impermanência", em especial a das certezas e verdades.
Em minha exposição da importância da Empatia, escrevi:

É  a empatia que nos faz humanos melhores, na verdade, creio ser a empatia a capacidade que nos torna humanos.

A Empatia continua nos fazendo cada vez melhores, mas não nos difere dos animais, não nos torna humanos pois já é uma característica animal.
Nesta semana, vi a palestra no TED de Frans de Waal "Moral behavior in animals" que me chamou a atenção para a incoerência da frase. 


Na verdade, isto estava na cara, sempre vi, e vivi com os animais que dividiram em algum momento a sua existência com a minha.
Mas meu comportamento antropocêntrico (longo será meu caminho no Dharma :-) ) mascarou isto.
Terei de buscar algo mais que nos diferencie dos animais... Mas pelo momento anda difícil...
Não por conta da humanidade, mas pela total igualdade que reconheço neles.
No “No Nobre Caminho Óctuplo” Sakyamuni nos lembra do Amor a todos os seres senciêntes.
Se você já tá de .... cheio deste meu papo budista, fica com a frase do maior ícone do Ocidente Humanista e Laico.

"Haverá um dia em que um crime contra um animal; será um crime contra toda humanidade."
Leonardo Da Vinci

sábado, 14 de abril de 2012

Sutra das Oito Percepções dos Grandes Seres

Estou lendo o excelente livro "Budismo Puro e Simples" do Venerável Mestre Hsing Yün
Essencialmente é um comentário sobre a Sutra das Oito Percepções dos Grandes Seres.
Na verdade, é a explicação de uma forma simples de tudo que li sobre o caminho do explicado pelo Honrado entre os Homens.
Recomendo a compra do livrinho... sebos e estante virtual são boas opções.


Que a Paz nos acompanhe a cada momento...
Pois se onde não há Pão, não há Torá...
Onde não há Paz, não há vida e evolução!
Bom Sábado!!






Sutra das Oito Percepções dos Grandes Seres

A todos os discípulos do Buda:

Dia e noite, reflitam sobre estas
Oito Percepções dos Grandes Seres
e recitem-nas com freqüência.

Um

Percebam que este mundo é Impermanente, que as nações não estão a salvo nem em segurança, que os Quatro Elementos causam sofrimento e são Vazios, que não existe individualidade nos Cinco Agregados da Existência (Skandhas); que todas as coisas que surgem devem mudar e desaparecer, pois não são nada mais que falsa aparência sem qualquer essência duradoura; que a Mente é a fonte do mal e que a Forma resulta das ações maléficas. Contemplem isto tudo, e gradualmente se libertarão do ciclo de nascimento e morte.

Dois

Percebam que o desejo excessivo causa sofrimento. A fadiga e os problemas do ciclo de nascimento e morte advêm da ganância e do desejo. Nutram poucos desejos, sejam receptivos e serão felizes em seu corpo e mente.

Três

Percebam que a Mente é insaciável e que constantemente luta por mais, agravando, assim, suas próprias transgressões e erros. A mente do Bodhisattva, por sua vez, está constantemente satisfeita com o que tem, é imperturbável na pobreza e sustém o Dharma. Sabedoria é seu único interesse.

Quatro

Percebam que a indolência leva à ruína. Sejam diligentes, rompam as amarras da nociva obsessão. Derrotem os quatro demônios e escapem da prisão das trevas deste mundo.

Cinco

Percebam que a ignorância origina o ciclo de nascimento e morte. O Bodhisattva estuda com afinco, ouve com todo o cuidado e reflete com freqüência almejando desenvolver sua sabedoria e aperfeiçoar a oratória, preparando-se, dessa forma, para ensinar e transformar os outros, expondo-lhes o maior dos júbilos.

Seis

Percebam que se ressentir da pobreza e do sofrimento só os faz aumentar. Um Bhodisattva é generoso e equânime frente ao amigo e ao inimigo. Ele não se atém aos erros do passado e tampouco cria novos inimigos.

Sete

Percebam que os cincos desejos acarretam apenas infortúnios. Embora vivamos neste mundo, não nos maculamos pelos prazeres terrenos. Ao contrário, refletimos sempre sobre a vestimenta do monge, sua tigela e seus instrumentos de Dharma. Com a mente enfocada na vida monástica, atemo-nos ao caminho e purificamo-nos. Nossa integridade tudo abarca, nossa compaixão todos envolve.

Oito

Percebam que vida e morte são como chamas tremulantes e que o sofrimento é infindável. Façam os Votos do Mahayana para favorecer todas as criaturas. Jurem assumir o infinito sofrimento dos seres sencientes e levá-los, todos, à derradeira bem-aventurança.

Esses oito pontos são a percepção de todos os Budas e Bodhisattvas. Com determinação eles trilham o caminho e com compaixão aguçam sua sabedoria. Tripulam o navio do Corpo do Dharma e navegam para as margens do Nirvana. Então, retornam ao ciclo do nascimento e morte para ajudar os seres a chegarem àquela margem. Esses oito pontos podem nos guiar em tudo e mostrar a todos os seres sencientes como compreender os sofrimentos do nascimento e da morte; como nos livrar dos cinco desejos e dirigir nossa mente para o caminho sagrado. Recitando esses oito pontos, o discípulo do Buda erradicará seus infindáveis débitos cármicos, pensamento a pensamento, e chegará ao estado desperto, tornando-se rapidamente iluminado; assim, estará para sempre liberto do ciclo de nascimento e morte, permanecendo em júbilo eternamente.